Tokenização de Imóveis no Brasil: Como Funciona e o Que Esperar em 2026
Como funciona a tokenização de imóveis
Uma empresa (tokenizadora ou incorporadora) registra um imóvel em uma plataforma blockchain, emite tokens que representam frações da propriedade e os oferta ao público. Quem compra tokens recebe rendimentos proporcionais (aluguel ou juros) e pode revender os tokens na plataforma secundária. O processo é regulamentado no Brasil como oferta de valores mobiliários (CVM 88/2022 e instrução 400).
Vantagens e limitações para o investidor
Vantagens: ticket de entrada baixo; diversificação em múltiplos imóveis; rendimento mensal; processo digital sem cartório. Limitações: mercado secundário ainda incipiente (nem sempre há comprador para seus tokens); risco de plataforma (se a empresa fechar, há impacto); tributação ainda em definição (ganho de capital pode ser tributado como renda variável). É uma modalidade complementar, não substituta do imóvel físico para a maioria dos investidores.
Cenário brasileiro em 2026
O mercado de tokenização imobiliária brasileiro movimentou mais de R$ 1,5 bilhão em 2025, com plataformas como Rightio, Laqus e outras reguladas pela CVM. A tokenização tende a crescer com a aprovação do Real Digital (DREX) pelo Banco Central, que facilitará liquidações instantâneas e integração com o sistema financeiro tradicional. Ainda é mercado novo — seleção cuidadosa de plataforma e emissor é fundamental.
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