IGP-M ou IPCA no Aluguel: Qual Índice Escolher em 2026?
| Índice | 2026 (12 meses) | Característica |
|---|---|---|
| IGP-M | ~5,2% | Mais volátil, sensível ao dólar |
| IPCA | ~4,8% | Mais estável, referência do Banco Central |
| INPC | ~4,6% | Favorece o inquilino em geral |
IGP-M: quando beneficia o proprietário
O IGP-M é calculado pela FGV e reflete preços no atacado, varejo e construção civil — incluindo forte componente cambial. Quando o dólar sobe, o IGP-M dispara. Em anos de câmbio elevado, ele protege bem o proprietário, superando a inflação ao consumidor. Em 2026, com câmbio relativamente estável, o IGP-M e o IPCA estão próximos — tornando a diferença pequena.
IPCA como alternativa: mais previsível para as duas partes
O IPCA mede a inflação ao consumidor — o mesmo índice usado pelo Banco Central para a meta de inflação. Por ser mais estável e relacionado ao custo de vida real, ele é mais fácil de negociar com inquilinos. Muitos contratos firmados a partir de 2021 migraram para o IPCA, reduzindo conflitos. Para o proprietário, o IPCA oferece proteção inflacionária sólida sem a volatilidade do IGP-M.
Como negociar o índice no contrato
A lei permite que as partes escolham qualquer índice de reajuste — o IGP-M é apenas a convenção de mercado, não obrigatória. Proprietários que querem facilitar a negociação e reduzir inadimplência tendem a aceitar IPCA. Em contratos corporativos (escritórios, galpões), o índice é parte central da negociação e pode ser IGPM, IPCA, INPC ou até CDI, dependendo do perfil do inquilino.
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